Os aspectos "Curativos"
Desde sempre que as termas se associaram ao bem-estar e à saúde.
São várias as pessoas que acreditam nos feitos das águas termais e
que a elas recorrem para curar os seus males.
Há uma longa história que liga as águas minerais naturais
à saúde, em todos os continentes. Os aspectos curativos
dessas águas são tão atractivos que, aliados a outras actividades
de cariz mais cultural e social, deram origem ao que designamos
por termalismo.
De acordo com o Dr. Pedro Cantista, presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Hidrologia e Climatologia Médicas e também director clínico das termas de S. Jorge, «no que respeita estritamente à saúde podemos dizer que as termas são realmente efectivas em aspectos de prevenção e promoção da saúde, de tratamento, de reabilitação e ainda em aspectos lúdicos, essencialmente ligados ao repouso, ao relaxamento ou ao bem-estar».
Com estas características, o ambiente termal «assume-se como um importantíssimo "factor circunstancial", originando (como é sabido) uma preciosa mais valia no tratamento de variadíssimas situações», refere Pedro Cantista, acrescentando:
«Sofrendo-se de uma determinada patologia é extremamente relevante, para o impacte dessa doença, o meio em que está inserido, seja ele de natureza social, familiar, económica, geográfica, climática, etc. |
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Ora as termas podem, devido ao seu ambiente específico, beneficiar extraordinariamente uma determinada situação clínica desfavorável, sendo por isso um exemplo ímpar dos chamados factores circunstancias.»
No que diz respeito às doenças crónicas (que os médicos não curam, mas conseguem tratar), verifica-se um aumento da esperança de vida. Nesse sentido, torna-se fundamental melhorar globalmente os cuidados de saúde, em termos da qualidade de vida, de funcionalidade e de bem-estar a proporcionar a estes doentes.
Segundo Pedro Cantista, «nestes cuidados, as termas têm um papel absolutamente privilegiado», principalmente se considerarmos os vários programas de bem-estar que as termas podem oferecer, para além dos tratamentos, isto é, do termalismo dito clássico.
«Os programas de bem-estar têm sobretudo imenso interesse em termos de uma certa filosofia de saúde. Uma das razões porque as pessoas podem ou não aderir a um programa terapêutico «é o facto desse programa ser ou não ?agradável?. Tal e qual um medicamento. Há remédios de difícil aderência pelos doentes: xaropes com sabores horríveis, injectáveis muito dolorosos, entre outros. Ora, se um xarope tiver um bom sabor é com certeza mais fácil cumprir a receita médica. Se transportamos este exemplo para os denominados factores de risco, percebemos que um ambiente termal, pelo prazer que proporciona, facilita mais a adopção dos chamados comportamentos de saúde, tais como uma correcta alimentação, a prática de exercício físico, o relaxamento ou abandono do tabagismo. Penso que com esta pequena explicação compreendemos facilmente este conceito ou filosofia de bem-estar».
Com cerca de 100 mil portugueses a fazer tratamentos termais, Pedro Cantista refere que a relação custo/benefício é «muito favorável», defendendo, por isso, «formalmente a comparticipação».
Termas de A a Z
- Caldas da Felgueira;
- Caldas da Saúde;
- Caldas de Aregos;
- Caldas de Chaves;
- Caldas de Taipas;
- Caldas de Vizela;
- Caldas do Gerês;
- Caldas e Fonte Santa de Manteigas;
- Hospital Termal Rainha D. Leonor;
- Termas de Alcafache;
- Termas de Cabeço de Vide;
- Termas de Caldelas;
- Termas de Cúria;
- Termas de Entre-os-Rios;
- Termas de Ladeira de Envendos;
- Termas de Luso;
- Termas de Melgaço;
- Termas de Monchique;
- Termas de Monte Real;
- Termas de Nisa;
- Termas de Pedras Salgadas;
- Termas de S. Pedro do Sul;
- Termas de S. Jorge;
- Termas de Vidago;
- Termas de Carvalhal;
- Termas de Vimeiro
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Informação editada em Junho 06.